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Entre o Silêncio e a Luz: porque é que o final de julho e o mês de agosto nos convidam a parar, integrar e recomeçar

  • Foto do escritor: Raquel Silva
    Raquel Silva
  • 24 de jul.
  • 6 min de leitura

Todos os anos, quando nos aproximamos do final de julho, sinto que a natureza muda subtilmente de ritmo.


Ainda estamos em pleno verão. Os dias continuam longos, o Sol mantém a sua força e a vida decorre aparentemente como sempre. No entanto, interiormente, algo começa a transformar-se. É como se surgisse uma pausa silenciosa entre aquilo que fomos construindo ao longo dos últimos meses e aquilo que estamos prestes a iniciar.


Para mim, esta não é apenas uma época marcada por simbolismos espirituais ou astrológicos. É, acima de tudo, um convite ao autoconhecimento.


Ao longo dos anos, fui descobrindo que viver de forma mais consciente os ciclos da natureza me ajuda a compreender melhor os meus próprios ciclos internos. Não porque a natureza determine quem somos, mas porque nos oferece um espelho onde podemos observar os nossos processos de crescimento, mudança e renovação.


É nesse espírito que nasce o novo Ciclo Meditativo Jade Lavanda – Entre o Silêncio e a Luz, que decorrerá entre 25 de julho e 8 de agosto.


Antes de iniciarmos esta viagem, vale a pena compreender de onde surgem alguns dos símbolos que inspiram este período.


O Dia Fora do Tempo: quando o tempo se transforma em arte


O dia 25 de julho é conhecido por muitas pessoas como o Dia Fora do Tempo.


Esta celebração tem origem na interpretação contemporânea do Tzolkin e do chamado Calendário das Treze Luas, divulgado principalmente por José Argüelles durante o movimento conhecido como Dreamspell. Embora este sistema não corresponda integralmente ao calendário maia tradicional utilizado pela investigação e pelas comunidades maias atuais, tornou-se uma proposta simbólica adotada por muitas pessoas em todo o mundo como forma de viver o tempo de maneira mais consciente.


Neste modelo, o ano é organizado em 13 luas de 28 dias, totalizando 364 dias. O dia 365, correspondente a 25 de julho, fica "fora" da contagem regular. Não pertence nem ao ano que termina nem ao ano que começa no dia seguinte.


Independentemente da forma como cada pessoa encara esta tradição, a sua proposta simbólica é profundamente interessante. O lema deste modelo é: Tempo = Arte

À primeira vista, esta expressão pode parecer estranha. Habituamo-nos a pensar o tempo como um recurso que se mede, se rentabiliza e, muitas vezes, se perde. Nesta perspetiva, porém, o tempo deixa de ser apenas produtividade e passa a ser experiência.


Se o tempo é arte, então cada dia é uma oportunidade para criar a nossa própria existência com mais consciência. Por isso, o Dia Fora do Tempo é tradicionalmente vivido como um momento dedicado à paz, ao perdão, à criatividade, à música, à contemplação e à gratidão.


Psicologicamente, este simbolismo faz muito sentido. Os rituais de transição existem em praticamente todas as culturas humanas porque ajudam a mente a integrar mudanças. Criar uma pausa intencional entre dois ciclos permite-nos olhar para trás, reconhecer o caminho percorrido e preparar-nos para o que vem a seguir.


Neste Dia Fora do Tempo, talvez não seja um dia para decidir.

Talvez seja simplesmente um dia para escutar.


O chamado "Portal de Leão": um símbolo de coragem e autenticidade


Poucos dias depois, aproxima-se outro momento que tem ganho grande popularidade: o chamado Portal de Leão, associado ao dia 8 de agosto (8/8).


Embora muitas vezes seja apresentado nas redes sociais como um fenómeno extraordinário, importa distinguir entre diferentes tradições e interpretações.


Do ponto de vista astrológico, esta época coincide com o período em que o Sol percorre o signo de Leão, um arquétipo associado à criatividade, vitalidade, autoestima, expressão autêntica e capacidade de ocupar o próprio lugar no mundo.


Algumas correntes esotéricas relacionam ainda esta fase com o reaparecimento heliacal da estrela Sírius, cuja importância simbólica era reconhecida em várias civilizações antigas, nomeadamente no Egito.


Na numerologia, a data 8/8 reforça simbolicamente o arquétipo do número oito. O oito representa maturidade, responsabilidade, concretização, liderança consciente e capacidade de transformar potencial em ação. Quando observado na vertical, lembra-nos a estabilidade; quando deitado, transforma-se no símbolo do infinito, evocando continuidade e equilíbrio entre o mundo interior e exterior.


Independentemente das interpretações espirituais que cada pessoa possa ou não partilhar, este período pode ser vivido como um convite psicológico muito interessante:

Depois de um tempo de reflexão, chega o momento de agir. Não agir por impulso. Mas agir com maior clareza.

É precisamente isso que sinto todos os anos. Enquanto o Solstício de Inverno me convida ao recolhimento e à gestação silenciosa, este período do verão desperta em mim uma energia diferente. As mudanças parecem ganhar contornos mais definidos. As decisões tornam-se mais claras. Existe uma sensação de alinhamento entre aquilo que sinto e aquilo que estou preparada para fazer. É como se a pausa desse finalmente lugar ao movimento.


Agosto de 2026: um mês de conclusão e transformação


Este ano, esta vivência ganha ainda mais profundidade quando observamos o simbolismo do mês de agosto.


Na Agenda Jade Lavanda explicamos que agosto de 2026 corresponde a um Mês Universal 9. O nove representa o encerramento de ciclos. É o número da libertação, do perdão, da integração e da conclusão. Antes de iniciar um novo capítulo, fica o convite de olhar honestamente para aquilo que ainda precisa de ser resolvido, aceitado ou deixado para trás.


Por isso, dificilmente este agosto será um mês neutro. Pode despertar memórias antigas, emoções intensas e uma certa nostalgia. Mas tudo isto faz parte do processo natural de reorganização interior.


Também o próprio nome Agosto, derivado de Augustus ("venerável", "digno"), nos recorda a importância de concluir com honra. Nem todas as despedidas precisam de ser dramáticas. Algumas são simplesmente um gesto de maturidade: reconhecer que determinado ciclo cumpriu o seu propósito.


Durante este mês, dois eclipses reforçam simbolicamente esta dinâmica de mudança:

  • 12 de agostoEclipse Solar em Leão: simboliza um convite ao renascimento da criatividade, da autoestima e da expressão autêntica. É um momento propício para clarificar quem queremos ser e como desejamos colocar os nossos talentos ao serviço da vida.

  • 28 de agostoEclipse Lunar em Peixes: convida à libertação emocional, ao encerramento de padrões antigos, à dissolução de ilusões e ao desenvolvimento da compaixão. É um tempo de integração, mais do que de ação.


Independentemente da forma como cada pessoa interpreta estes símbolos, eles oferecem uma narrativa muito rica para refletirmos sobre os nossos próprios processos de mudança.


Consolidar antes de recomeçar


Se olhar para os últimos meses, talvez descubra que muitas mudanças já começaram. Algumas foram discretas.

Outras exigiram coragem.

Talvez tenha aprendido a estabelecer limites.

Talvez tenha encerrado relações.

Talvez tenha iniciado novos projetos.

Talvez esteja simplesmente a olhar para si com mais gentileza.


O final de julho e todo o mês de agosto parecem reunir simbolicamente estas diferentes etapas:

  • Primeiro fazemos uma pausa.

  • Depois escutamos.

  • Libertamos.

  • Integramos.

  • E, finalmente, caminhamos com maior clareza.


Foi precisamente inspirado nesta jornada que nasceu o Ciclo Meditativo Jade Lavanda – Entre o Silêncio e a Luz.

Durante quinze dias, entre 25 de julho e 8 de agosto, iremos percorrer um caminho de presença, meditação, escrita reflexiva e pequenos gestos de autocuidado, acompanhando simbolicamente esta transição.

Não para procurar respostas perfeitas. Nem para prever o futuro. Mas para cultivar algo muito mais importante: a capacidade de escutar, com serenidade, aquilo que já floresce dentro de nós.


Porque, muitas vezes, o verdadeiro portal não está no céu. Está no momento em que escolhemos viver com mais consciência, autenticidade e presença.



Ao longo destes quinze dias, irei partilhar diariamente, nas redes sociais Jade Lavanda, uma reflexão, uma meditação guiada, uma proposta de escrita terapêutica, uma afirmação e pequenos gestos de autocuidado inspirados nesta viagem entre o silêncio e a luz.


O convite é simples: reservar alguns minutos por dia para abrandar, respirar e cuidar da relação consigo. Não é necessário ter experiência em meditação nem partilhar qualquer crença em particular. Basta trazer curiosidade, disponibilidade e a vontade de caminhar com mais presença.


Espero que este ciclo possa ser uma companhia serena nestes dias de verão e um espaço onde cada pessoa encontre tempo para escutar aquilo que, tantas vezes, o ritmo acelerado da vida nos impede de ouvir.


Será um gosto partilhar este caminho consigo.


Nota de edição

A criação deste conteúdo contou com o apoio da ferramenta de IA ChatGPT (OpenAI), utilizada como assistente na clarificação de ideias, revisão linguística e organização de conteúdos.

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